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Afinal o sábado também custa

Menti. Este sábado também foi difícil. Não tive armada em mulher das obras mas decidimos ir fazer um trekking aqui na montanha. Queríamos ir ao topo mas o topo nunca mais chegava. Não fosse a paisagem e a simpatia das pessoas durante o caminho e acho que teria desistido. Não estou na maior no que toca a andar duas horas e sempre a subir. Não estou na maior nem para subir as escadas aqui do “acampamento”. Para ser sincera ando de rastos. Valeu a pena. Valeu tanto a pena. Eu já pensava que a vista da minha tenda era espetacular mas a vista do topo é mais ainda. É a subir e é a melhorar. As casas estão espalhadas pela montanha assim como as centenas de campo de cultivo que cobrem quase toda área. Aqui nada se desperdiça. Já no topo fomos brindados com um grupo de crianças a querer conversa e brincadeira. Vem pouca gente para estes lados, fizemos-lhe/ fizeram-nos o dia. Queriam fotos, dançar, cantar e perguntar “what is your name”. Perguntam umas 10 vezes em 2 minutos. É o que sabem dizer e divertem-se assim. Boicotaram-me algumas fotos e o descanso, mas não importa. É simples, são felizes assim. Pelo menos parecem.

A descida é sempre mais fácil mas até a descer custou. Pelos atalhos, pelos riachos e pelo meio de campos. A meio da descida parei na casa de uns locais, chamaram por nós, queriam oferecer o lanche. Queriam companhia. Assim fomos. Tive visita guiada à casa, não é fácil ver a forma como vivem. É das coisas que achamos que não existem. Dormem em tábuas e a divisão não é fechada. Ao lado estão os animais, estão todos juntos. Acho que são felizes, mostram-se orgulhosos do seu dia a dia.

Fossemos nós felizes com tão pouco e era mais fácil. Conseguíssemos nós esquecer os nossos hábitos e talvez fosse possível.

O sábado foi duro, foi surpreendente e uma lição do simples e do ser com pouco.



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