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Adeus Kalyani Devi

Vou abandonar, não porque tenho uma consulta às 5 mas porque está na hora de partir para outra aventura.

Amanhã é o último dia de voluntariado no Nepal. Amanhã é o último dia que acordo às 5h45. Amanhã é último dia desta experiência inesquecível.

Vou ter saudades da comida, do convívio e da fogueira. Vou ter menos saudades da casa de banho, das aranhas que vejo todos os dias e do lixo que há na rua (ainda não tinha referido, mas aqui, no Nepal, não há o hábito de pôr o lixo no caixote. Basicamente vai tudo para o chão. Aqui na base tentamos recolher algum do lixo mas é impossível. É um ponto mais que negativo). E não vou mentir, isto foi mais puxado do que estava à espera, o esforço físico foi enorme e estou de rastos. Mas o objetivo foi alcançado, ajudar sem medos e no desconforto.

Vai acabar mais cedo que o previsto mas esta viagem é um plano com poucos planos, é o deixa ir na corrente. O meu visto não chega até ao dia que tinha planeado e as minhas duas queridas hérnias da zona lombar já andam a queixar-se em demasia.
A semana passada tive um pequeno susto e pensei que era o fim. Enquanto carregava baldes de cimento as minhas costas decidiram permanecer imóveis, de um segundo para o outro estava sem me conseguir mexer. Confesso que foi assustador. Ir ao hospital também não era opção porque o caminho era capaz de me fazer saltar as costelas e talvez chegasse ao hospital em peças. A única opção era ficar quieta e esperar. Assim fiz, esperei um dia e comecei a fazer coisas mais leves. Agora estou melhor mas não a 100%. Optei por antecipar a minha saída devido às dores e de não estar ajudar no todo.
Amanhã é o último dia para fazer cimento, carregar tijolos, pintar secretárias e conduzir carrinhos de mão com pedras. O último dia de banhos na rua, de dormir na tenda e de passar a noite à fogueira. Amanhã é o último dia para dizer namastê e o meu nome 20 vezes ao dia.

Amanha, dia 2, é o meu último dia em Kalyani. Acabo num dia importante. Acabo o meu trabalho voluntário de construção civil no dia de anos do meu querido avô materno, homem que fez deste ofício a sua vida. Às vezes a vida acontece num sentido que nem nos apercebemos.

Obrigada Kalyani!

Que experiência incrível. Que aprendizagem inesperada!!

Até já Pokhara!!

 

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