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Conhecer mais do Norte

Não foi coisinha fácil chegar a Chiang Rai, na minha inocência pensava que havia um transporte directo Pai-Chiang Rai mas não há não. Tive que voltar a Chiang Mai (sim, fiz outra vez a estrada das 700 e tal curvas, correu melhor) e em Chiang Mai é que parti para aqui.
Em Pai não era possível comprar o bilhete Chiang Mai-Chiang Rai, só o podia fazer na estação quando chegasse. Cheguei às 13h (depois de uma viagem de 4h) e fui rapidamente tentar comprar um bilhete para às 14h15 mas estava cheio, o próximo e que tinha apenas um lugar era só às 16h15. Paguei cerca de 3,5€ menos do que estava à espera.

Aceitei a derrota das horas e sentei-me num banco da estação. Tive sentada uns 5 minutos e foi o tempo mais que suficiente para fixar a cara do homem ao meu lado, vale-me a boa memória. Isto é importante porquê? Perguntam vocês, imagino.

Bem quando decido levantar a trouxa e ir explorar a zona (como quem diz, procurar pelo mac donalds porque vi o seu M a sair de trás de um edifício) o homem que estava a meu lado decide também abandonar. Até aqui tudo normal mas quando estou para ir embora olho para o banco e o homem tinha deixado lá a carteira e dinheiro.
Olhei para todo o lado e não o via e decidi abrir a carteira, tinha lá o bilhete de autocarro. Vi que o autocarro ia sair em dez minutos, o mais inteligente era ir até a plataforma indicada no bilhete e procurar. Nadinha, nem sinal. Fiquei por lá uns minutos até que ele aparece como se nada fosse. Ainda nem tinha reparado. Ficou resolvido e entreguei a carteira (e o dinheiro claro). Já deu para me entreter um bocado,  só tinha que esperar mais umas duas horas e meia.

Cheguei a Chiang Rai por volta das 20h e decidi apanhar uma moto taxi (para fazer uns 800 metros, paguei 1,70€) porque estava estoirada do dia inteiro de viagem.

Chiang Rai não é muito diferente de Chiang Mai. É mais calmo, sim. É menos bonito e menos turístico, também. Mas no final vai dar quase tudo ao mesmo. Tive por aqui tempo a mais mas, talvez, porque desta vez não me quis pôr em tours. Já faço contas à vida, tudo conta e eu sou assim para o forreta. Depois de ver todos as opções que existiam nenhuma tour me chamou atenção e me fez pagar os 30€ pedidos, no mínimo.

Vim aqui com um propósito muito simples, visitar o White Temple. Depois de ter visitado já uns 15 templos estou quase a aborrecer-me mas este é diferente. Completamente diferente.

Todas as tour o incluem e eu quase que cedi só por causa dele, maaaaas descobri que podia chegar lá sozinha. Disseram-me que havia um autocarro local que parava lá perto e eu decidi ir averiguar os horários à estação.
Assim do nadinha quando chego à estação e pergunto pelo autocarro que passa pelo templo está um mesmo para sair. Entrei à confiança.

O autocarro não é topo de gama e muito menos um grande  conforto mas faz o pretendido e por um preço do melhor. Paguei cerca de 80 cêntimos para ir e a viagem durou uns 15/20 minutos.

Cheguei e pasmei. Que templo. Que infraestrutura tão diferente, tão espetacular. Primeiro analisei a zona e depois decidi entrar. Como não tinha planeado ir lá nesse dia não estava vestida decentemente, pela segunda vez. Os meus calções ficavam uns 3 centímetros acima do joelho, não pode. Assim não entra. Lá fui eu alugar um panozinho para tapar as perninhas, 0,80€ mais ou menos.

A entrada foi cerca de 1,80€ e acho um preço justo. O templo por fora é fantástico mas por dentro já vi bem mais bonitos em Chiang Mai. É todo branco e tem várias peças brilhantes. A zona é bonita e tem um jardim igualmente agradável. Vale a pena visitar.

Visto e revisto estava na hora de voltar. Solução era ir para estrada principal a uns 400 metros e esperar que um autocarro local passasse. Lá fui eu. Encontrei um banquinho à beira estrada e esperei atentamente pelo autocarro azul. Não o cheguei a ver passar, antes dele veio uma carrinha taxi que parou e que seguia para a cidade. O preço era o mesmo 0,80€ e por isso decidi ir. Viagem de 15 minutos e estava de novo em Chiang Rai.

O resto do tempo aqui passado foi pela cidade, vi a Torre do Relógio (uma rotunda, nada demais mas bonito) e fui a mais um night market, há muitos na Tailândia. Estes mercados são óptimos para comer e para comprar souvenires (tivesse eu espaço na mala e levava tudo ou melhor se tivesse eu mais dinheiro).

A estadia por aqui foi boa, foi de relaxe e deu para terminar de ler um livro. O hostel é um dos melhores que já fiquei até agora, BB, bom e barato. O hostel tem uma pontuação de 9.4 no booking e é fácil de perceber porquê. Bons quartos, bons balneários, zona comum enorme e com espaço exterior agradável e muito muito limpo.

A primeira voltinha pela Tailândia termina amanhã e foi espetacular. Este país é do melhor para quem queira viajar sozinho, como já disse anteriormente, é muito seguro. Desengane-se quem pensa que isto é “fim do mundo” ou pouco desenvolvido. Graças à crescente vaga de turistas dos últimos anos a Tailândia está muito muito desenvolvida, pelo menos os locais mais visitados

Agora sigo para o norte do Vietname e por lá ficarei umas duas semanas a fazer workexchange numa organização que trabalha com jovens e crianças.

Contarei mais sobre este desafio na próxima vez que vos escrever (:

Até já.

Ps: entretanto recebi uma boa notícia, vou ter companhia quando voltar à Tailândia em Março. E é companhia da boa, das antigas e das mais inesperadas. Que bom que vai ser.

WC com classe

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1 Comment

  • Reply
    Daniela
    18 Fevereiro, 2017 at 1:43 PM

    O White Temple foi das coisas mais bonitas que acompanhei da tua viagem 🙂
    A rotunda do relógio pode não ser nada de especial, na minha opinião, pelo que aparenta ter à volta, porque até é bonito.

    Podias ter aproveitado a carteira do senhor para comprar umas lembranças, mas acho que a tua atitude foi a mais correcta.

    O Vietname acabou de me deixar curiosa, portanto sempre que possível continua a fazer insta stories e coisas do género. Boa viagem 🙂

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