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2ª etapa da voltinha ao Vietname

Relaxem, desta vez não vem daí muita aventura, esta foi mais calma. Parei em Nha Trang porque infelizmente fiquei com mais dias quando, por falta de dinheiro e tempo, cortei o Camboja do meu roteiro.

Saí de Hoi an na sexta-feira, dia 10, por volta das 6 da tarde e estava tranquila com a viagem, pensei que seria fácil como a de Hanói para Hue. São cerca de dez horas de viagem mas seria feita de noite e dormindo passaria num instante. Mas…por aqui há sempre um mas. Este autocarro não era igual ao outro e era diferente para pior.

Pontos negativos: falta de wc (que numa viagem com esta duração faz falta), completamente lotado e apesar de ser um sleeping bus não ter espaço para esticar as pernas. Para agravar a situação, que eu tenho uma queda para os piores lugares, quando entrei já só haviam dois lugares e adivinhe-se eram no fundo autocarro, ali mesmo juntinho ao motor onde o calorzinho é do melhor. A viagem decorreu assim numa oscilação entre o bafo que vinha do motor e o frio gélido que vinha do ar condicionado. Estes lugares no fundo são todos muito juntos e por isso a probabilidade de dar ou levar um pontapé/cotovelada da pessoa do lado é de 95%.

Assim, com este conturbado início só se previa que não seria tão fácil como até então, e comprovou-se. Cheguei às 4h45 da manhã a Nha Trang e em plena madrugada ainda me passou pela cabeça ir a pé para o hostel  (a 1km de distância) mas achei que era arriscado. À saída do bus estão sempre homens a oferecer taxi e foi um deles que me enganou a valer. Sendo que também fui parva mas àquela hora e acabada de acordar não estava a pensar direito.

O homem ofereceu o serviço de moto taxi e eu perguntei umas 5 vezes pelo preço, que nunca me disse. Não devia ter aceite seguir viagem sem o saber. O sacana deu uma volta maior (eu tinha o mapa) e depois pediu-me um valor absurdo (18€). Fiquei chateada e ainda refilei mas pensei melhor e achei que nada tinha a fazer, estava sozinha numa rua escura no Vietname com dois homens que se quisessem podiam fazer-me mal. Decidi acalmar-me e aceitar a derrota. Para que se perceba o valor médio do taxi por aqui é bem menos que um 1€ por km e eu paguei 18€ por 1km!!! Este “roubo” mexeu-me com o orçamento e enervou-me durante um dia mas a verdade é que nem sempre corre tudo bem, é aceitar e seguir.

Por falar em seguir, depois foi tempo de aproveitar a cidade que, até agora, foi a mais fraquinha e sem graça que visitei. A única coisa que é boa é a praia e o tempo, talvez até calor a mais mas água do mar é óptima. Está tanto calor que às 6 da manhã a praia já está cheia de gente.
Achei a cidade cara, está virada para o turismo e por isso os preços são ridículos. Pelo que percebi o público alvo turístico são os russos, eles estão em todo o lado. Na praia só se ouve russo, os menus e muitas coisas têm versão russa e os comerciantes até dizem os preços em russo. Para mim falaram umas 5 vezes em russo e para dizer a verdade na praia, por comparação, senti-me menos albina que o costume, o que é bom.

Fiquei 2 noites e acho que chega e sobra, o hostel foi um dos pontos mais positivos da estadia. A internet é horrível, não só no hostel mas como em toda a cidade, penso que é o sinal que é fraco por ali.

Basicamente coisas que fiz em Nha Trang: praia e dormir.

Agora segue-se a 3ª e última etapa do roteiro do Vietname. É tempo de Ho Chi Minh City. Ou também chamada de Saigon. Esta é a segunda maior cidade do país e a antiga capital. Veremos o que esta cidade gigante tem para oferecer.

De Nha Trang a Saigon é uma viagem de dez horas mas com a particularidade que é feita de dia, o que custa sempre mais porque há menos sono.

Os dias no Vietname estão a terminar e a ansiedade por ter quase companhia está a aumentar (:

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