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O paraíso é longe

A estadia em Bangkok foi apenas de 2 dias mas haveremos de lá voltar assim que acabarmos a rota das ilhas.

Dizem os antigos que para ir ao paraíso é preciso fazer o bem mas eu posso garantir que é preciso é uma viagem do inferno. Vá, exagero. É difícil só.

Para chegar às ilhas Phi Phi é uma carga de deslocações mas o destino vale cada quilómetro percorrido com as malas às costas.

Os voos para Phuket, sim seguimos as duas em voos diferentes, foram às 5 e às 6 da manhã e uma vez que é preciso estar no aeroporto duas horas antes, decidimos passar a noite no aeroporto e poupar o dinheiro do hostel.

À meia noite e meia chegámos ao aeroporto e já havia imensa gente instalada e por isso não foi fácil arranjar um bom lugar para estender o saco de cama. Depois de muita caça lá encontramos um bom banco corrido, estava feito, era ali que passaríamos a noite (3 horas). Para comer tínhamos o delicioso pão de forma e uma manteiga mascarada de doce de torrão de açúcar. Espetacular.

Como é de esperar dormimos imenso, 30 minutos. Sono em dia, claro. O dia tinha tudo para correr fora dos conformes. A viagem de avião durou cerca de hora e meia e foi talvez o que correu melhor o dia todo, valha-nos isso.

Chegámos a Phuket bem cedo e decidimos não parar nessa ilha, o objetivo foi seguir directamente para as ilhas Phi Phi. Foi nos dito que Phuket além de ser muito turístico está muito direccionado para homens, ou seja, é ambiente de festa pesada. Quando aterrámos já estávamos preparadas para o “roubo” no preço do transporte para o porto (de onde parte o ferry) mas acabámos por ter um preço em conta e que incluiu o transporte para o porto e o bilhete do ferry, cerca de 16€ a cada uma.

A viagem do aeroporto para o porto foi difícil, fizemos de carrinha e demorou hora e meia. As estradas não são as melhores e o trânsito do pára-arranca proporcionou o enjoo. Mas tudo se faz. Chegadas ao porto era tempo de apanhar o ferry mas claro ainda tivemos de esperar uma hora até o barco sair e depois tivemos pela frente uma voltinha de duas horas.
A princípio pensávamos que seria apenas uma hora e decidimos ir do lado de fora, sim naquele sítio onde o sol bate forte e a Ana Teresa apanha um escaldão estilo camionista.

Já passava uma hora e meia de viagem quando as nossas brilhantes mentes decidiram ir averiguar o que se passava lá dentro. Só vos digo que era uma mundo e que podia ter sido o melhor mundo para dormir. Fresco, bancos que se deitam e o filme do Avatar a dar em 10 televisões. Portanto melhor do que a vista que insistimos não perder, e que valeu o bónus do escaldão, obvio.

Terminada a viagem e chegadas finalmente às ilhas Phi Phi, que se note a uma hora em que o sol frita ovos em qualquer chapa, só faltava mover os nossos corpinhos cansados e carregados para o hostel. Um quilómetro e um engano depois lá o encontrámos. Era tempo de despachar o check-in e ir averiguar a zona.

Mas obviamente não foi assim tão fácil, chegámos ao hostel mas e alguém para nos receber?! Ninguém, nadinha, zerinho. Passaram 5 min, 15 min e finalmente 30min até eu dar com o rapaz da recepção a bater uma soneca num dos quartos. Opá só estamos aqui há meia hora, estão 35 graus e hoje nem sequer dormimos, estamos aqui fresquinhas.

O hostel era apenas um alpendre e dois quartos estilo dormitório, foi razoável e ficámos uma noite. Primeiro dia deu para dar um mergulho nas águas quentes do mar e ainda fomos prendadas com uma trovoada daquelas tropicais e chuva torrencial.Decidimos deitar cedo e às sete da tarde já estávamos nos sonhos.

Segundo dia cometemos a grande excentricidade da viagem e alugámos um quarto num hotel, sim sim hotel ( sem o “s”). E na verdade não foi assim tão caro e soube pela vida. Tinha uma das piscinas com a melhor vista da ilha e um pequeno-almoço maravilhoso. Quero esta a vida para sempre sff.

Andamos a testar os alojamentos e já mudamos outra vez, agora estamos numa cabana de bambu e aqui ficaremos até ao fim (já chega de andar a passear as malinhas pela ilha). Encontrar este último foi a maior burrice de sempre, o meu maravilhoso mapa da aplicação maps.me mandou-nos para um 1,5km de distância do hotel mas na verdade está quase paredes meias. Espertas, espertas!

Entretanto vamos continuar por aqui mais uns dias e depois seguiremos para Koh Tao. Amanhã é dia de fazer um passeio de barco para conhecer todas as ilhas que fazem parte das Phi Phi e fazer mergulho. Estamos assim entre o êxtase e o pânico, é uma mistura de sentimentos que balança a beleza das ilhas com a possibilidade de virar camarão escaldado. Será um dia inteiro a andar de barco e o sol está bravo.

 

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