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Tailândia Travel diary Travel Diary

A ilha pouco especial

Saímos das ilhas Phi Phi com as expectativas em alta, o próximo destino prometia ser igual ou melhor que o anterior.

Escolhemos a ilha de Koh Tao porque toda a gente apregoava que era fantástico mas acabou por ser uma desilusão. Nem sempre se acerta e a Tailândia não é toda fantástica.

A viagem para a ilha foi longa mas calma. Às 9h da manhã estávamos abandonar as Phi Phi, duas horas de barco e chegámos a Krabi. Em Krabi já tínhamos um autocarro (viagem de 3 horas) à espera para nos levar a outro porto onde apanhámos um ferry que levou 4 horas para chegar a Koh Tao. Chegámos às 19h e seguimos a penantes para o hotel.

No primeiro dia decidimos alugar uma mota e explorar a zona. O aluguer da mota custou à volta de 6€ por 24h.
Fomos a 3 praias diferentes mas nenhuma nos pasmou a vista. O tempo estava nublado e desconfiamos que tirou o encanto à ilha. Valeu o aluguer da mota que tornou Koh Tao numa aventura inesquecível. Andar de mota na Ásia é uma experiência a não perder mas tentem não alugar uma mota novinha em folha. Foi uma preocupação constante, o problema nem era cair e ficar com arranhões, o medo era fazer um risco na mota, não havia cá dinheiro para pagar arranjos.

Na Tailândia há a tradição que dos turistas que alugam motas nenhum sai daqui sem uma marca provocada por uma queda ou acidente. As estradas são horríveis e para piorar conduzem do lado contrário, está tudo a favor da ida ao hospital ou ao mecânico. Felizmente não cumprimos a tradição e a nossa experiência foi exímia, sem quedas. Vacilámos em caminhos de terra, tememos virar o boneco nas estradas com inclinações absurdas mas nunca vimos o chão de perto. A juntar a isto, decidimos abolir os capacetes da indumentária, a princípio usámos mas nenhuma alminha estava a usar. E assim, na loucura adeus capacete. Irresponsáveis mas numa condução muito controlada, claro.

O segundo dia tinha tudo para ser inesquecível, resolvemos fazer outra tour pela ilha, idêntica à que adoramos nas Phi Phi. Mas esta teve um inimigo poderoso, o tempo. Mal pusemos o pé no barco começou a chover mas nada que nos fosse deter. Primeiro destino foi outra pequena ilha e que à semelhança de outras tivemos de pagar para entrar (100 bahts).

Nesta ilha, Nuang Yuan, não é permitido levar garrafas de água, comida e toalha. Quando saímos do barco os chuviscos ameaçavam que uma tempestade estava para chegar e a ameaça não tardou a virar certeza. Ainda conseguimos subir ao view point, super famoso, que tem uma vista espetacular e que envolve um caminho pelo meio da “selva” e que termina numa rocha. A zona estava congestionada pela quantidade de turistas que como nós queria ver a ilha do ponto mais alto, vimos em 5 minutos e descemos, estava na altura de ir explorar o mar. Durante uns 10 minutos fizemos snorkling no jardim japonês. Um jardim aquático que fica entre a ligação da ilha.

E fizemos snorkling apenas 10 minutos porque a tempestade começou, a chuva já não era só molha tolos e a trovoada decidiu vir dar o ar da sua graça. Começámos a ouvir um apito e era um dos nadadores salvadores a mandar toda a gente sair da água, naquele momento só me veio à memória o tsunami e em poucos segundos estava fora de água. Paniquei, confesso.

Graças a esta trovoada que teve direito a tudo, ventos fortes, chuva torrencial e raios, ficámos presos na ilha por hora e meia a olhar para nada e resguardados num toldo juntamente com mais umas 100 pessoas. Impecável.

Voltámos ao barco, pensávamos que iriam cancelar a tour e regressar a terra mas…não. É para continuar, siga para mar alto. Siga siga mas depois de enfrentarmos ondas enormes lá decidiram que seria perigoso e cortámos a Mango bay do roteiro. Mudámos a rota e seguimos no outro sentido.

Até ao fim da tour, que só terminou por volta das 16h, fizemos snorkling mais 3 vezes e uma delas na baia dos tubarões. Procurei por eles uns 30 minutos e desisti. Óbvio que foi exactamente quando desisti e que resolvi voltar ao barco que o belo do tubarão decidiu aparecer. Fica para a próxima.

Durante toda a tour choveu e a beleza da ilha ficou por ver. Valeu o snorkling que mesmo com tempestade tornou o dia interessante.

Ficámos mais dois dias na ilha e para nosso azar o mau tempo não desapareceu. Um dos dias choveu tanto que a única solução foi ficar pelo quarto. Nem tudo corre bem, nem tudo atinge as nossas expectativas e esta ilha transformou-se numa má decisão. Há tantas outras para visitar mas agora já falta tempo.

Saímos de Koh Tao às 15h com destino a Bangkok. Com uma frota de transportes e 18 horas depois chegámos ao nosso último destino. Desta vez andámos de barco, autocarro e pela primeira vez, na Tailândia, de comboio.

O comboio era night train e dispunha de camas, estávamos confiantes que seria bom. Na verdade não era mau mau mas também ficou aquém. Comprámos o lugar para a carruagem com ventoinhas, a do ar condicionado estava esgotada, e com a minha queda para os bons lugares a minha ventoinha era a única que não funcionava. Nada que me surpreenda. Viagem de 9 horas a morrer de calor.

Às 6h da manhã o comboio chegou a Bangkok e por cá ficaremos mais uns dias.

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1 Comment

  • Reply
    Faces de Banguecoque – Nowtrip
    2 Abril, 2017 at 6:56 PM

    […] E eu mudei a minha percepção da cidade com as duas visitas que fiz (ainda há salvação para Koh Tao, regressar um […]

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