Nowtrip
Finlândia Travel Diary

Olá, Finlândia.

Como é que vim aqui parar?

Foi assim em menos de uma semana que esta hipótese virou certeza. Às vezes penso demasiado nas coisas e no que devo fazer, noutras decido tudo muito rápido.

Terminei o meu último trabalho a meio de Janeiro e pela primeira vez não tinha nada planeado, acreditava que as coisas acabariam por se resolver. Andei a rondar uma proposta de trabalho durante uns dias mas senti que não seria o melhor para mim.

Até que um dia decidi pesquisar projectos de voluntariado na Europa, no mesmo programa em que estive na Croácia por dois meses em 2016 (SVE). E pronto, o que aconteceu depois foi que um projecto na Finlândia me chamou a atenção e nunca mais consegui pensar noutra coisa. Vi a proposta num domingo, a candidatura terminava na quarta, terça eu já tinha enviado o CV e sexta já tinha uma resposta positiva. Como assim?! Sim, em 4 dias os próximos seis meses da minha vida ficaram decididos!

Mais um até já

Dia 27 de Fevereiro foi o dia de embarque, da despedida. Disse “até já” aos que estão sempre lá a desejar que eu volte rápido e vivinha da silva. Os que largam sempre as suas rotinas para me levarem ao aeroporto (os pais mais fixes de sempre, a melhor irmã (e única) e em bónus a minha avó e uma amiga querida)!

Cheguei com muito tempo ao aeroporto mas engonhei antes de entrar na zona restrita aos que viajam. Achei que tinha muito tempo mas a fila para a zona de segurança estava gigante. A minha porta de embarque ainda era longe e cada vez que caminhava pelo aeroporto só via monitores com a informação do meu voo a dizer “última chamada”, só me restava correr e bem rápido.

Entrei a tempo e o receio da minha mala de mão ser maior e mais pesada do que devia ficou esquecido quando ninguém reclamou. A mala de porão também foi mais pesada do que devia (a roupa para aguentar 20 graus negativos não é a mesma do que ir ali para a Tailândia). Sentei-me e pensei “És mesmo maluca miúda, onde te vais meter! Agora vais embora 6 meses” e durante toda a viagem achei que estava mesmo a entrar numa loucura. Mas não se preocupem, depois passou-me rápido!

Uma hora de viagem depois, a minha companheira de banco pergunta-me as horas e diz muito chateada que não vai chegar a tempo do comboio em Helsínquia. Fiquei confusa e disse-lhe que estávamos dentro do horário mas não ficou muito convencida. Só depois é que percebi que ela achava que ainda nem tínhamos levantado voo. Isto é possível? Aquilo não estava o silêncio do deserto, estávamos no ar e com todo o barulho de motores que isso implica!

Cheguei a Helsínquia às 4 da manhã (mais 2 horas que em Portugal) e esperavam-me 7 horas de escala até apanhar o avião para o Norte da Finlândia, Ivalo. Não fiz mais do que este corpinho já está acostumado, estiquei o esqueleto no primeiro banco comprido que avistei. 3 horas de sono, 3 casacos vestidos e a toalha de praia a servir de cobertor. O clássico do “desenrasca aqui uma caminha”.

Ps: o resto da viagem fica para depois, sei que isto já vai longo e ainda tenho muito que contar 🙂

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