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Interrail Travel Diary

Interrail – o meu percurso

Como surgiu a ideia de fazer um interrail?

Não foi um desejo que tinha desde pequena, mas foi um objetivo concretizado e uma das melhores decisões que tomei. Estávamos em abril de 2015 e eu comecei a magicar a ideia.

Antes desta viagem só tinha ido à Bélgica em 2005 num campeonato de Ginástica Acrobática e a Espanha. Os meus conhecimentos sobre viagens eram fracos e não quis aventurar-me sozinha. Na altura achei que não era capaz de ir sem companhia, mas tenho a certeza que teria conseguido. Sondei algumas pessoas sobre a hipótese de irmos nesta aventura (apesar de não ter sido há muito tempo ainda não se falava de fazer um interrail como hoje em dia). Arranjei companhia e lá fomos nós.

Como foi o meu roteiro?

Embarquei no dia 3 de Setembro e voltei no dia 20 de Setembro. Foram 17 dias de muitas viagens de comboio, de muitos hostels e acima de tudo de um abre olhos para o que estava a perder em não viajar mais vezes. Fui sem grandes planos, tinha apenas uma lista com alguns países, o alojamento era reservado sempre no dia anterior, assim tínhamos mais espaço de manobra para mudar se fosse necessário. Só tínhamos bilhete de ida e a certeza que começariamos em Itália.

Saí de Portugal em direção a Milão (o único avião que apanhámos) e daí seguimos de imediato para Veneza. Ficamos por lá dois dias e demos início ao nosso passe de interrail quando saímos de lá. Os dois dias que estivemos em Veneza não estavam contemplados nas datas do passe de 15 dias, desta forma conseguimos viajar por 17 dias.

Depois de Veneza o plano era ir até Budapeste mas não aconteceu. Na altura estava acontecer a grande crise dos refugiados, exactamente naquelas zonas, e a estação de comboios de Budapeste foi encerrada e nós tivemos de arranjar uma solução.

Foi aqui que começou a minha saga de fotos de braços abertos. Qualidade fotográfica Iphone4.

 

Com Budapeste fora do baralho, estudámos o mapa e seguimos com rumo à Austria. Não estava na nossa lista mas foi uma agradável surpresa. Ficamos apenas 1 dia mas adoramos a magia da cidade, da arquitectura e das pessoas. Percebemos que era lugar para voltar. Sem muitas demoras apanhámos o comboio da noite para a República-Checa, foi a única vez que fomos numa cabine com camas (sendo que tivemos de pagar mais, este extra não está incluído no passe)

 

Viena

 

Já em Praga a felicidade era evidente, que cidade de encanto. Ainda que vá ficar marcada para sempre como um lugar de profunda tristeza, foi naquele sítio fantástico e numa aventura espetacular que tive a pior notícia da minha vida.

 

Praga

 

Depois foi em direção a Berlim que seguimos caminho. Não senti aquele amor imediato pela cidade, demorei a aperceber-me da sua beleza, dos seus edifícios e do ambiente. Está na lista para voltar um dia.

 

Berlim

 

A próxima paragem foi uma das minhas preferidas. Não sei explicar o que senti pela Holanda. Em Amesterdão não faltou o passeio de bicicleta e as caminhadas pelas ruelas e canais. Posteriormente já voltei a Amesterdão, quando fiz uma escala na viagem de regresso da Ásia, e o encanto é o mesmo!

 

Amesterdão

 

Dois dias que passaram muito rápido. Sem demoras embarcámos no comboio até à Bélgica. Aqui, começámos por Bruxelas e seguimos depois para Bruges (foi por indicação de uns portugueses que encontrámos num café que decidimos visitar esta pequena cidade).

 

Bruges

 

Um dos destinos mais desejamos estava a chegar, Paris foi a próxima. Subimos a Torre Eiffel de escadas (no dia em que fomos estava a chover muito e as filas habituais não existiam, a Torre estava quase vazia), comprámos dois chapéus de chuva e lá fomos nós percorrer centenas de degraus.  Visitámos também o arco do Triunfo e foi no topo deste que comemos chocolates belgas com vista para a Torre Eiffel. Demos por nós a dizer “life is good”.

 

Paris

 

Depois de França só faltava Espanha, íamos entusiasmados para conhecer Barcelona, ainda que o cansaço já se sentisse em cada novo hostel e em cada novo comboio.

Barcelona feliz, Barcelona colorida. Foi a cereja no topo do bolo e a energia que se sente é inexplicável. Caminhámos muito, fomos a todos os pontos principais mas a Sagrada Família ficou de fora. Chegámos a ir até lá mas infelizmente já não deixavam entrar ninguém (não sabíamos que era necessário de reservar uma hora).

Barcelona

 

Só nos faltava regressar. O plano foi ir até Madrid só para trocar de comboio e seguir caminho para Portugal. Não quisemos gastar nem mais um tostão e achámos que aguentávamos bem uma viagem de 8 horas num lugar normal. Pagar por uma cama já não era opção, os trocos estavam no fim. Foi talvez a viagem mais difícil daqueles dias, Madrid-Entroncamento.

Chegámos ao entroncamento às 5 da manhã e connosco vinham dias fantásticos de cultura, passeio, pessoas e memórias.

 

Uma viagem inesquecível e o ponta pé de saída para este gosto inesgotável que tenho em conhecer o mundo.

 

ps: tenho todas as despesas apontadas, farei um artigo com os meus gastos para que tenham uma ideia do valor e para que comecem já a planear o vosso 🙂

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1 Comment

  • Reply
    Graz em 2 dias - Nowtrip
    11 Abril, 2018 at 12:08 PM

    […] Zagreb, Croácia, quando decidi ir dar um saltinho sozinha à Áustria. Já tinha visitado Viena no interrail, por isso decidi escolher outra cidade, Graz, a segunda maior do país. Na verdade não tinha […]

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