Nowtrip
Finlândia Travel Diary

Quando as saudades dão o toque

e ter tempo livre dá que pensar.

Na brincadeira vou dizendo que com o tempo livre que tenho e estando neste paraíso do descanso e da natureza, que se calha eu aprender a meditar vou inevitavelmente transformar-me na paz em pessoa. E quanto eu gostava de ter essa apetência para parar uns minutos e não pensar em nada, certamente a terei bem dentro de mim mas o excesso de energia que o meu cérebro descarrega não me liberta da tempestade de pensamentos que cruzam os meus neurónios.

E depois, de vez em quando, aparecem os dias em que começo a vacilar.

E depois já se passaram 3 meses desde que saí de Portugal e apesar de já não andar a tremer de frio por estas bandas, já acuso falta de calor humano. Já acuso as saudades apertadas, ou como quem diz, o abraço apertado.

Os meus amigos acham que não gosto de abraços, que não expresso as minhas emoções e que tento controlar me em tudo. Em parte eles têm razão, gosto de achar que controlo tudo mas também gosto de abraços. Pior é que neste momento estou completamente fora da minha zona de conforto, não controlo nada e muito menos os pensamentos e as saudades! Viajo porque adoro conhecer mais, gosto de desafios e principalmente porque não consigo sentir-me presa num sítio.

Apercebi-me que, no fundo, outra das razões por querer viajar é porque tenho pânico de estar a perder tempo de vida se estiver num só lugar, com uma só rotina e sem a novidade e o desconhecido!

Existem dias em que paro 5 minutos e fico só a olhar a paisagem maravilhosa que tenho do outro lado da janela e apercebo-me que sou uma sortuda do caraças. Estou aqui livre, sem abraços é certo, sem controlo mas a viver uma experiência brutal.

Só peço que a minha cabeça se ilumine um dia e que eu arranje a solução certa para balançar esta sede de mundo com a necessidade de também assentar os pés na terra dos meus, do abraço.

Tenho saudades, porra. Até do gato.

You Might Also Like...

No Comments

    Leave a Reply