Nowtrip

“Não vou negar que é intimidante. Mas o sentimento de invencibilidade, a sede pelo desconhecido e a vontade de superar-me transcendiam o nervoso miudinho que sentia.”

Marta Cunha Grilo

 

Tem 23 anos e já visitou mais de 35 países em 3 continentes diferentes. Fez Erasmus na Eslovénia, um Gap Year pelo México e Florida e está neste momento a estudar em Barcelona. A Marta é mais uma das miúdas que anda por aí a conhecer o mundo, lê o testemunho e inspira-te. O teu proximo passo é simples, ir.

“Viajar sozinho é daquelas experiências que todas as pessoas deveriam ter, mas que não é, necessariamente, para todos.
Nunca achei que fosse para mim. Sou uma pessoa de pessoas e, por isso, não me imaginava a fazê-lo.

A situação mudou quando, entre 2016 e 2017, fiz um gap year e não arranjei companhia. Estava decidida a fazer uma viagem de média duração a todo o custo. E, por todo o custo, quero dizer que nada nem ninguém me ia impedir. Com ou sem companhia, com ou sem aprovação da família e amigos, a viagem ia acontecer. Ficar em casa não era opção. Dito e feito. Marquei o voo para o México.

Várias pessoas tentaram demover-me da ideia. “Uma rapariga sozinha a andar por esses lados? É um perigo” ou “vais mesmo para o México assim… sozinha? És maluca”. Talvez, mas eu acho que não.

Viajar sozinha é capaz de ser das coisas mais desafiantes que já fiz na vida, e não o digo por ser mulher. É desafiante para homem, mulher, velho ou novo. É sair da tua zona de conforto, deixar para trás todos os apoios e avançar às cegas pelo mundo fora.

Não vou negar que é intimidante. Mas o sentimento de invencibilidade, a sede pelo desconhecido e a vontade de superar-me transcendiam o nervoso miudinho que sentia.

Durante dois meses andei sozinha pelo México e tenho a confessar que foi das melhores viagens que fiz até hoje. Viajar a solo não é sinónimo de estar sozinho, e a prova disso foi a quantidade de amizades que fiz (umas momentâneas, outras duram até hoje). Se for preciso, o facto de ser uma jovem mulher europeia a viajar sozinha foi o passaporte para que muitas pessoas me dessem boleia, me abrissem as portas das suas casas e se disponibilizassem a ajudar-me a movimentar-me neste país que, até então, me era desconhecido. A preocupação deles era de tal maneira grande que, muitas vezes, senti que tinha várias famílias a olhar por mim.

Quem diz México, diz Estados Unidos (Flórida) ou Roménia.

Nunca me senti insegura ou com medo. O máximo que senti foi aborrecimento, uma ou duas vezes, porque não tinha conhecido ninguém. Foram situações esporádicas que não mudam o meu discurso: viajar sozinha, para mim, é incrível!


Tens a liberdade de fazer o que te dá na gana, de mudar os planos à última da hora e, melhor do que isso, não tens de dar justificações a ninguém. És dona do teu próximo destino e do teu estado de espírito.

Está na altura de te desafiares e de te superares. Lança-te de cabeça!”

 

Fiquem a conhecer mais sobre a Marta e as suas viagens através do seu blog Touristing Around

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Obrigada, Marta!