Nowtrip

O meu percurso esteve (sempre) em linha com o que a sociedade entende como normal. Terminei o secundário, fui para a faculdade (ainda) mudei de curso e ao fim de 4 anos estava licenciada. Fiz uma viagem para “celebrar” mais uma fase, acabei o interrail e procurei trabalho.

Ao fim de dois meses tinha o emprego, a vida em Lisboa e uma pós-graduação a começar, mas estava profundamente desmotivada. Senti que ainda não estava preparada e motivada para entrar no mundo (sério) do trabalho. Apercebi-me que tinha de viver outras experiências antes e que tinha de as viver agora, antes que fosse tarde demais! Afinal temos a vida toda para sermos adultos, porquê a pressa?

Em Junho de 2016, candidatei-me ao concurso da Associação Gap Year (AGYP) para um financiamento de 5.000 euros para fazer um Gap Year, cheguei aos dez finalistas mas… não ganhei. O plano delineado era “ir”.

O plano foi adaptado às minhas condições (financeiras) mas o verbo é o mesmo. Até agora o financiamento é todo meu, poupanças de anos e muito trabalho, tenho pouco (muito pouco para tantos objetivos) mas a ideia é procurar sempre as opções mais baratas como voluntariado, work-exchange e couch-surfing.

A primeira etapa começou em Outubro de 2016, viver dois meses na Croácia para fazer voluntariado num projecto do Serviço Voluntariado Europeu. Depois, a segunda mudou de continente e a adrenalina aumentou. Atrevi-me sozinha na Ásia e fiz voluntariado no Nepal, work-exchange no Vietname e muito passeio pela Tailândia.

Em Abril de 2017 depois de três meses de viagem, voltei a Portugal para balançar as viagens e a necessidade de assentar um pouco.

Em Maio de 2017 comecei a trabalhar como Assistente de Marketing numa empresa de hosting e de apostas de futebol online. Estava de volta a Lisboa, de volta ao trabalho. Como gosto de desafios, em Setembro, entrei em mais um e fui trabalhar para uma agência de comunicação digital.

No entanto, o meu bicho-carpinteiro quis pôr-se a mexer e decidiu lançar-se outra vez à estrada. Estou neste momento no norte da Finlândia, mais especificamente na Lapónia e aqui ficarei até o sol não se pôr. Voltei a entrar em mais um projecto de voluntariado, SVE, e desta forma as despesas que tenho são quase nulas.

Estas aventuras são mais uma das etapas do(s) ano(s) das grandes descobertas, do ir sem medo. Para que o futuro não se construa em objectivos por cumprir e em coisas por fazer! Para mim o maior privilégio é puder viajar por aí, com ou sem destino, e será para já a minha maior meta.

Vou só ali , novamente, e já volto!